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Desde tempos
históricos, os rios e lagoas da região serviram de marcos de divisas,
quando, na ocasião, as terras eram ainda separadas em sesmarias. A
hidrografia auxiliava também no escoamento da produção rural. Em
virtude dos recursos hídricos preservados,ao longo dos anos, o
município concentra a maior reserva de água potável de toda a região
da AMUREL (Associação dos Municípios da Região de Laguna).
Na região leste à 7 km
do centro está a Lagoa do Arroio Corrente, que àlem de ser um ótimo
lugar para lazer, fornece água para o consumo da região
urbana.
No sul encontram-se
boas lagoas para entretenimento: Campo Bom, Preta e Réu. Localizadas à 15,
25 e 30 km do nucleo central. Na primeira é permitido o fluxo de
embarcações motorizadas.
Ao norte do território
estão as lagoas da Figueirinha, Gregório de bento, Encantada e
Garopaba do sul. Localizadas respectivamente a 11, 13, 14 e 15 km do
centro. As duas ultimas são as mais procuradas para a pesca.
Na parte oeste estão as
lagoas que são empregadas no cultivo do arroz irrigado: Delfino e
Jaguaruna. Encontradas a 4 e
9 km do nucleo urbano.
Os rios que
costeiam o município – Congonhas, Urussanga e Manoel Rabelo – no
passado, foram utilizados como limite entre sesmarias. O rio Sangão
corta o território e entre os anos de 1906 e 1919, já exerceu uma
importante via de transporte de mercadorias e carvão até o porto de
Laguna. Com a construção da estrada de ferro de Araranguá até
Imbituba, o rio deixou de servir para esse fim.
As águas do
rio Riachinho também cortam o território e unem-se as águas do rio
Sangão para desembocar na lagoa Garopaba do Sul, sendo utilizadas
para irrigação das plantações de arroz.
A hidrografia
de Jaguaruna se destaca no cultivo do arroz irrigado e no lazer
propiciado pelas dez lagoas. Muitas formadas próximas aos principais balneários
contribuem para o desenvolvimento do grande potencial turístico.
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