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A colonização
do município iniciou com a vinda dos migrantes da capitania de São
Vicente para a
região por volta do ano de 1715, com doação de sesmarias. Dessa
forma, os portugueses ampliaram o seu território que era restrito a
linha do Tratado de Tordesilhas.
Em 1731, um
dos participantes da batalha contra os espanhóis, o capitão
lagunense, João de Magalhães, recebeu do rei Dom João V uma sesmaria,
a qual denominou de Garopaba do Sul. Posteriormente, João se fixou
em Viamão, Rio Grande do Sul, onde faleceu, em 1771.
Em 1773, o
sargento Manoel de Souza Porto adquiriu a sesmaria de Garopaba do
Sul, após receber do vice-rei de Portugal a sesmaria de Campo Bom.
Após o falecimento do sargento, em 1779, as terras, que iniciavam na
foz da lagoa da Garopaba e findavam na foz do rio Urussanga, foram
adquiridas pelo padre Bernardo Lopes da Silva.
O padre
Bernardo não tinha herdeiros, por isso quando faleceu em 1807, as
terras foram comprada em leilão por Antônio Vieira Rabello, que no
mesmo ano, desmembrou a propriedade aos seus herdeiros.
Entre as
sesmarias de Campo Bom e Garopaba, estava a de Jaguaruna, que foi
doada pelo governo imperial, no ano de 1804, a Domingos Fernandes de
Oliveira. A união das sesmarias de Campo Bom, Garopaba do Sul e
Jaguaruna formaram o território inicial do município, mas em 1883,
parte dele foi perdido para Tubarão e em 1993 outra parte foi
desmembrada para a formação de um novo município chamado de Sangão.
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